Impressões Recentes

Cimarron, 1931.

O poster desse filme é bastante épico, ainda mais remetendo à Criação bíblica, como se o destino de alguns homens fosse ser o pioneirismo em algumas áreas. Contudo, Cimarron não se limita ao épico apenas na imagem que foi afixada nos cinemas quando lançado: o filme narra uma jornada de 40 anos, mostrando como os estadunidenses fizeram sua corrida para tomar posse das antigas terras indígenas Osage e Cherokee. Grandiosa, a obra foi dirigida por Wesley Ruggles e recebeu o prêmio de Melhor Filme no Oscar de 1931.Essa foi a primeira vez que um filme com elementos de Western recebeu tal honrar

Nada de Novo no Front, 1930.

Para a alegria de todos os cinéfilos, a Universal Pictures comemorou os seus 100 anos de existência lançando em blu-ray alguns de seus maiores sucessos. As edições vêm em formato especial: numa caixinha e contanto com um livreto colorido impresso em papel-foto. Embora não tendo um preço muito razoável aqui no Brasil, vale a pena investir naqueles títulos que realmente interessarem, afinal, a restauração e a conversão para Full HD é bastante competente e agrada aos que, assim como eu, são chatos com relação à qualidade de som e imagem dos filmes. Dentre as obras lançadas, está Nada de Nov

Anna Karenina, 2012.

Anna Karenina é um filme que desagradou e irá ainda desagradar muita gente. Os mais conservadores dizem que o filme ficou "estilizado" demais e que sua estrutura é confusa, teatralizada ao extremo. Para mim, contudo, são nesses aspectos diferentes que reside a força do filme. Anna Karenina é uma obra atípica, quase experimental (mas dos bem feitos). E um colírio para os olhos. Quem é o culpado por tudo isso? O diretor Joe Wright. Wright tem comprovada competência em filmes de época, romances típicos do século XIX e meados do XX que são adaptados de forma excelente, não apenas levando

Os Miseráveis, 2012.

Se existisse o termo "mente embargada", essa seria a sensação que estou ao terminar de ver Os Miseráveis. A primeira coisa que me passou pela cabeça quando os créditos subiram foi lamentar que a lista de Melhores Filmes do CineImpressões já estivesse fechada e publicada: essa obra, certamente, constaria entre as que elenquei. O filme é tão grandioso, tão arrebatador que fica difícil escrever sobre ele, pois tenho certeza de que não farei jus a tudo e que muitas coisas passarão em branco aqui. Isso, por outro lado, talvez seja um dos maiores méritos que um filme pode ter: despertar no espe

Melodia da Broadway, 1929.

Em 1930, um ano após Asas (1927) receber o prêmio máximo da Academia, um musical foi o responsável por ganhar a categoria Melhor Filme: foi a primeira obra falada a ser prestigiada no Oscar, e seu nome é Melodia da Broadway. Não é pouca coisa ter sido o primeiro filme falado a ganhar o Oscar de melhor obra: Melodia da Broadway abriu um longuíssimo caminho na história da premiação, que acompanhou um fato que já ficara bem claro quando surgiram as vozes nos filmes - o cinema mudo havia acabado. De 1930 até 2011, todos as obras que receberam o prêmio de Melhor Filme no Oscar foram sonoras.

O Som ao Redor, 2013.

I. Antes, era o som “A polícia prendeu hoje um foragido da penitenciária de Valparaíso, no interior paulista, suspeito de ser um dos ladrões do relógio Rolex do apresentador de TV Luciano Huck. O garçom Wagner do Nascimento Marinho, de 22 anos, cumpria pena por roubo seguido de tentativa de homicídio. No último dia 27, o apresentador teve seu relógio roubado por uma dupla que estava em uma moto na zona sul de São Paulo” – Jornal Estado de São Paulo, 18 de outubro de 2007. Um filme sutil. O cinema pernambucano que não vai para a favela da Cidade de Deus, nem para a mansão da n

Argo, 2012.

Confesso que só fui assistir a esse filme após o resultado do Globo de Ouro que saiu ontem. Não me despertou interesse quando vi os trailers e também a história não me cativou. Para piorar a história, tem o Ben Affleck envolvido com tudo. Sim, não gosto dele. Mas prefiro Ben Affleck dirigindo do que atuando. Atração Perigosa (2007) é um filme muito bom, bastante envolvente e de ritmo ágil: a única coisa que estraga o filme é o Ben Affleck. Com Argo a coisa se repete: o filme é bom (mas Atração Perigosa é melhor), porém, não deve nada à atuação de Affleck. Ele é um diretor que vem se most

Asas, 1927.

Asas foi a primeira obra a ganhar o Oscar de Melhor Filme, em 1929, sendo indicada após dois anos de sua estreia e ainda passando nos cinemas estadunidenses. Não assisti aos seus concorrentes, mas esse filme é um épico que merece, realmente, o destaque que teve! Tudo em Asas é bem feito e de um realismo impressionante, que em diversas vezes é mais convincente do que os filmes atuais, todos feitos com a ajuda da computação gráfica. Em uma Era pós-Primeira Guerra e pré-Depressão, Asas se destaca como o grande último filme do Cinema Mudo. E foi uma "despedida" das mais brilhantes. Talvez

Vulcão, 2011.

Assisti a esse filme pela primeira vez na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2011. Lembro que passou no primeiro dia da mostra e que vi na Galeria Olido: um bom lugar para se ver filmes interessantes pagando-se apenas 1 real - eu recomendo. Desde então, fiquei com esse filme na cabeça, e ele sempre retornava quando lia alguma coisa sobre a Islândia, ou ficava sabendo de algum filme de lá. Recentemente, a lembrança se tornou muito mais forte após eu assistir ao belo filme de Haneke Amour  (2012). É impossível não comparar os dois. Até mesmo pode-se pensar se Haneke c

A Hora Mais Escura, 2012.

Kathryn Bigelow é uma diretora que adora tiros, mesmo sabendo que alguns podem, eventualmente, acertar o próprio pé. Não digo isso pelo seu mais recente filme em si, A Hora Mais Escura, mas pelo o que ele pode repercutir. Trata-se do episódio mais estranho e mal contado da história militar recente estadunidense: a caçada a Osama Bin Laden, que supostamente terminou com sua morte no dia 1º de Maio de 2011. A diretora não tinha em mente fazer um filme que mostrasse a morte de Bin Laden quando começou a preparar o projeto: era apenas um filme sobre a busca ao famoso terrorista, que muito pro

O Voo, 2012.

O Voo reúne dois caras de que gosto bastante: um deles é o ator Denzel Washington, de quem sou fã declarado. Adoro os filmes dele, até mesmo os ruins! Acho que já devo ter assistido a todos os filmes que ele fez, mas três deles me marcaram bastante, e são meus preferidos: Dia de Treinamento (2001), Chamas da Vingança (2004) e O Gângster (2007). Todos eles muito violentos, mas que exigem uma grande carga dramática de seu protagonista, e Denzel Washington é um baita ator, cumprindo, sempre, muito bem os seus papéis. O segundo cara que admiro é o Robert Zemeckis: o sujeito dirigiu coisas div
Pages (16)1234567 Next
 
Support : Creating Website | Johny Template | Mas Template
Copyright © 2011. CineImpressões - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Blogger