Impressões Recentes

A Teoria de Tudo, 2014.

"Sou cosmólogo" - diz Stephen Hawking. "O que é isso?" - questiona Jane. "Um tipo de religião para ateus inteligentes" - responde Hawking, com um sorriso debochado. Esse era o começo do relacionamento entre Stephen e Jane, e essa é a força motriz desta estupenda obra do não tão conhecido diretor James Marsh. Mais acostumado com documentários, o britânico Marsh toma o rumo correto ao não tentar explicar demasiadamente as teorias de Hawking. Se quer aprender sobre física, é melhor procurar em outro lugar: A Teoria de Tudo é sobre tudo, menos física. E justamente nesse "tudo" é que est

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, 2014.

Lá e de volta outra vez... Eu adoraria escrever que uma tremenda surpresa aconteceu e, milagrosamente, o terceiro filme sobre Bilbo Bolseiro foi algo espetacular que me fez rever minha vida e morder a língua por ter malhado os filmes anteriores. A vida nem sempre é justa e surpresas boas nem sempre acontecem... O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos consegue fechar a trilogia com chave de papelão: Peter Jackson, o megalomaníaco capitalista, tortura mais uma vez seus espectadores, tratando-os como estúpidos. O que vemos em tela é um desfile de inutilidades. Um emaranhado de gritos,

Garota Exemplar, 2014.

Creio já ter escrito em algum lugar por aqui que David Fincher é um dos meus diretores preferidos. Ele tem um certo dom para escolher roteiros complexos e destrinchá-los de modo ímpar. Para mim, o único deslize de Fincher até hoje foi o insosso "Millenium" (2011), que simplesmente parece fugir do tom de suas obras anteriores. Não que o filme tenha sido um desastre completo, mas, tratando-se de David Fincher, eu não espero nada mais que a excelência. Felizmente, ela está de volta! Garota Exemplar é "Fincheriano" do início ao fim. Temos tudo o que consagrou o diretor: violência, revirav

A Memória que me contam, 2013.

Um cinema de experiências e não político? Propus-me a  um desafio, este resume-se e concretiza-se no estudo  da trajetória e a cinematografia da cineasta Lúcia Murat, ambas atreladas, pois como a cineasta afirma em entrevistas  seus filmes sobre a Ditadura Militar têm como ponto de partida suas experiências como uma jovem de classe média com pretensões revolucionárias, com uma presa política, vítima da tortura, esta um dos principais dispositivos utilizados pelo regime autoritário. Sendo que até hoje, apesar das medidas em prol dos Direitos Humanos  e das denúnc

A Ilha de Bergman, 2006.

                                  Bergman sua Ilha, sua solidão, eterna juventude e seus demônios Este filme comprei  entre outros em  um momento de impulso consumista, mas impulsos consumistas que resultam em compras de filmes e livros são altamente recomendáveis.  Não sou uma especialista em Ingmar  Bergman, ainda estou conhecendo pouco a pouco a sua filmografia, mesmo não sendo uma especialista da  produção Bergeniana uma coisa eu afirmo, seus filmes não são recomendados p

A Dama do Lotação, 1978.

A  Dama do Lotação:  a sexualidade feminina e a sua busca por satisfação  Para quem não está inteirado da história do nosso cinema brasileiro,  não que isso seja um grande lapso, ou má conduta, talvez por falta de oportunidades e  incentivos de debruçar-se um pouco mais sobre a produção cinematográfica nacional, e quem sabe a latino-americana de forma mais ampla. O filme de Neville de Almeida  A Dama do Lotação (1978)  que contou com a produção e também a participação na escrita do  roteiro  de Nelson Pereira dos Santos  é umas das

Que estranho chamar-se Federico, 2014.

O homenageado é Fellini os presenteados somos nós Sabe uma dessas experiências que a gente fica rememorando? Torcendo para que a cada rememorada os detalhes não se tornem opacos,  que a nitidez não se desvaneça, pois é, o filme de Ettore Scola,  Que estranho chamar-se Federico,  é uma dessas experiências. Pela sutileza, pelo humor na dose certa, nem constrangedor, nem antiquado e muito menos desnecessário.  Um filme ideal para um domingo à tarde, nesse momento em que a cidade de São Paulo passa por umas “pequenas turbulências”, mas turbulências  para o

Mulher de Verdade, 1954.

Uma  Amélia que de Amélia não tem nada! Este filme eu tirei do fundo do baú, em outras palavras, é um filme que tem mais de 50 anos. Não. Não é um clássico de hollywood, nem um super surrealista, super  expressionista (...).  É um filme brasileiro produzido pelos estúdios Kino em parceria com a Maristhela, sendo o realizador um sujeito de grande importância, dentre outros, para a história do nosso cinema  - Alberto Cavalcanti. O nome da película é Mulher de Verdade (1954)  divertido e até que bem  provocativo  para época em que foi realizado. 

Orgulho e Preconceito, 2006.

Este filme não é tão recente, mas  é o tipo de filme que vale a pena assistir quantas vezes  as nossas autossuficiências femininas, masculinas ou GLS  não estiverem  nem tão mais auto nem muito menos suficientes.   Ainda não consegui  arrumar um tempo digno, me culpo por isso,  para ler os  romances  da Austin, mas pretendo começar  essa  empreitada que certamente será  bem bacana,  esse projeto   está na minha lista de milhares de coisas que quero fazer o mais breve possível. Numa madrugada despretensios

Noé, 2014.

Vou resumir o filme em uma frase agora: O Deus cristão é um cara malvado. Dito isso, posso esboçar algumas palavras sobre o novo filme de Darren Aronofsky que chega aos cinemas com ares épicos e polêmicos. Épicos por ser uma história bíblica. Polêmicos por ter sido dirigido por uma pessoa assumidamente ateia. Sendo eu mesmo ateu, consegui me identificar com a visão de Aronofsky na telona e, sendo eu mesmo ateu, não acredito que o diretor em momento algum ofendeu a fé cristã. Como dizem por aí: " se a carapuça serviu..." Pois bem, vamos lá. Aronofsky é um diretor pelo qual tenho paixã

Hunger, 2008.

O corpo como alvo da opressão e como forma de resistência Steve McQueen – cineasta inglês – não tem uma vasta produção de filmes, todavia, os três realizados até o momento tiveram uma boa recepção entre uma crítica especializada e conquistaram prêmios em festivais.  O seu  filme  mais recente, 12 Anos de Escravidão (2013), conquistou o Oscar de Melhor Filme, e continua aí rendendo algumas discussões, alguns posicionamentos  entre os críticos e entre uma parcela do público que o assistiu. Sem mais delongas,  o tema da Escravidão no cinema norte-americano

Blue Jasmine, 2013.

Quando o que parece perfeito desmorona Já que a Cate Blanchett  recebeu da Academia o Oscar  de Melhor  Atriz neste ano de 2014, merecido sem dúvida, mas o páreo  estava duríssimo, cabe aqui  da minha parte deixar claro, se restam dúvidas com relação a isso, que todas elas  são maravilhosas. Amy Adams por Trapaça,  Sandra Bullock pelo badaladíssimo  Gravidade, o mais premiado desse ano, ganhando sete estatuetas, a maravilhosa e bota maravilhosa nisso Meryl  Streep por Álbum de Família, que já tem a sua pequena coleção particular de estatu

La Ciudad y los Perros, 1985.

O filme La Ciudad y los Perros a ausência e presença da cidade  As impressões que apresento aqui  sobre o filme  La Ciudad y los Perros (Francisco J. Lombardi, 1985), adaptação da obra literária de Mario Vargas Llosa  publicada em 1963,  foram apresentadas na mesa de encerramento do Ciclo Mario Vargas Losa: A arte de narrar organizado pelo  Movimento Cineclubista do Memorial da América Latina, o evento ocorreu no dia 26 de outubro de 2013. Não sou apenas uma pesquisadora do Cinema  Latino-Americano, mas sua uma defensora, nutro perspectivas ot
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